segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

7 MOTIVOS QUE FIZERAM MEDINA SER CAMPEÃO DO MUNDO

Por Thiago Dutra

Passaram-se 11 emocionantes etapas no circuito mundial do ano passado, bem distribuídas pela temporada. Entre elas, vimos o fracasso de alguns, a irregularidade de outros e o sucesso total de poucos. Gabriel Medina se enquadra nessa última categoria. Ele “simplesmente”, revolucionou a história do surf verde e amarelo ao ganhar 2 etapas que nenhum surfista nacional havia ganho: Snapper Rocks (AUS) e Fiji. Ele venceu nas ondas de Teahupoo, nas quais ele não era considerado um favorito e foi mostrando em cada bateria que seu desempenho evoluía a um nível altíssimo. Confira agora 7 motivos que fizeram Medina ser campeão do mundo: 
1. A presença da família 
– “O amor e o carinho de um pai e uma mãe fazem com que o impossível se torne possível” A família de Gabriel Medina dispensa comentários, quando se trata de apoio ao menino prodígio. O padrasto e treinador Charles é o principal expoente e o que mais fica junto com seu “filho”, já que também é o seu treinador. Essa relação de proximidade entre os dois começou há muito tempo. Charles conhecia a mãe de Gabriel, quando o menino era pequeno, e então, resolveu dar uma prancha a ele. O garoto gostou tanto do brinquedo novo que agradeceu com um “Obrigado, pai”. Já deu para imaginar o desfecho dessa história e ela se reflete no amor, na confiança passada ao surfista e no companheirismo que seu pai o dá em todas as partes do ano e do mundo. 

2. Preparação física na pré-temporada 
Lembro-me que no começo do ano vi várias matérias sobre a preparação física diferenciada que Gabriel Medina fez na pré-temporada. Com o chamado treino funcional, o menino ganhou massa e uma força extraordinária. Não deixou nem rastros daquele cara franzino que víamos a um tempo atrás. Isso se refletiu em seu surf e o ajudou absurdamente na remada e na hora de se estabilizar na sua prancha. 
3. Sorte nas ondas 
Já ouviu aquele ditado “sorte de campeão”? Foi exatamente isso o que Gabriel teve ao longo das etapas. Na escolha das ondas, nos erros de seus adversários e até mesmo na hora de montar sua estratégia, o menino de Maresias contou com ela. A estrela, indiscutivelmente, brilhou. 

4. Leitura das baterias e Estratégia 
Aliás, por falar em estratégia, há de se ressaltar, que o garoto e seu “pai” foram verdadeiros jogadores de xadrez nas baterias em que disputaram. Desde o momento exato para se ganhar a prioridade até o uso dela foram muito bem bolados e remodelados, antes e ao longo das baterias. Isso também se deve, claro, à facilidade de Gabriel para perceber o que estava acontecendo consigo mesmo e com seu adversário na água. 
5. O respeito adquirido no WCT 
Medina está no WCT desde seus 17 anos. Algo inédito na história do surf mundial. Por isso, pela suas atitudes, seu carisma e seu surf inovador e ousado, o garoto foi conquistando o respeito de todos por onde passava. A admiração e o carinho, que ele recebeu de Kelly Slater e Mick Fanning (australiano 3x campeão e colega de quarto do brasileiro) são a grande prova disso. Como o próprio americano disse: “Gabriel é um surfista excelente e uma ótima pessoa! Ele vai ganhar de todos pelos próximos 20 anos.” 

6. A fé, que não esteve presente nas outras temporadas 
Acho que esse item pode se resumir a apenas uma frase do próprio Medina: “A partir do momento em que eu acreditei que tudo era possível, meus sonhos começaram a se tornar realidade” 

7. A torcida brasileira 
A campanha #VaiMedina atingiu todos os pontos do Brasil e do mundo, passando confiança ao surfista. Pela primeira vez na história do surf vimos algo desse tipo. Mais uma prova de quanto um cara simples, carismático e excelente no que faz, conseguiu fazer pela nossa nação do esporte! É claro que além de tudo isso, o brasileiro também contou com muito surf no pé! Afiadíssimo e com raros erros, o moleque mandava aéreos, tubos incríveis e quase nunca tirava notas baixas ou errava! Orgulho nacional. Torçamos para que essa saga de conquistas não pare por aqui. 

No link abaixo do site da redbull podemos assistir alguns exercícios realizados pelo atleta durante sua preparação física: http://www.redbull.com/br/pt/surfing/stories/1331688861091/treinamento-funcional-com-gabriel-medina

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

SERÁ QUE JOGAR VÍDEO GAME PODE SER CONSIDERADO COMO EXERCÍCIO FÍSICO?

Por Turíbio Barros 

Estudo americano registrou o gasto calóricos em quatro tipos de games: os tradicionais, os simuladores de instrumentos, de exercícios e os de dança Os vídeo games inquestionavelmente se tornaram parte da vida de muita gente nos dias de hoje. Sua prática em exagero, inclusive, tem sido motivo de preocupação por exacerbar a tendência já prevalente de induzir a hábitos de vida sedentários. Com o propósito de investigar o gasto calórico desses jogos, um grupo de pesquisa da Universidade da Carolina do Norte nos Estados Unidos realizou um trabalho publicado na revista que é o órgão oficial do Colégio Americano de Medicina Esportiva. 
Neste estudo, os pesquisadores se propuseram a analisar o gasto de calorias de quatro tipos de jogos bastante conhecidos: 
1- O vídeo game tradicional tipo Nintendo ou Wii com o controle manual convencional; 
2- Um vídeo game que induz o individuo a tocar um instrumento simulado como o músico de uma banda; 
3- Um vídeo game designado para o individuo dançar; 
4- O vídeo game que simula exercícios físicos; Durante a prática dos quatro tipos de games os indivíduos eram submetidos à mensuração de seu consumo de oxigênio, o que permitia a medida do gasto calórico equivalente à prática dos respectivos jogos. 

Os resultados obtidos foram: 
Vídeo game tradicional com o controle manual: 78 kcalorias por hora 
Video game de tocar instrumento musical: 107 kcalorias por hora 
Video game de dança: 244 kcalorias por hora 
Video game de exercícios físicos: 260 kcalorias por hora 
Como sabemos que o gasto calórico de repouso é cerca de 70 kcalorias por hora, podemos perceber que o vídeo game tradicional praticamente não acrescenta nada em termos de gasto de energia. A simulação de tocar um instrumento musical também pode ser uma boa diversão, porém é pobre em gastar calorias. Somente os jogos mais ativos passam a ter impacto interessante em termos de gasto de calorias, e percebemos que dançar parece combinar o aspecto lúdico com o benefício calórico significativo. Para os pais e responsáveis por crianças em fase de crescimento e desenvolvimento fica mais um alerta no sentido de restringir o tempo de prática dos games tradicionais, que certamente são muito sedutores em termos de diversão, porém nada representam em termos de promoção de saúde.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

CBFS CONFIRMA JARAGUÁ DO SUL COMO SEDE DA TAÇA BRASIL EM 2015

Fonte: Assessoria Jaraguá Futsal 

A CBFS confirmou Jaraguá do Sul como sede da 42º Taça Brasil de Futsal - Divisão Especial. A competição que reúne os campeões de seu estado será disputada entre os dias 22 a 28 de março na Arena Jaraguá. Além do Jaraguá Futsal que garantiu a vaga como cidade sede, estarão participando também da competição o Brasil Kirin/Sorocaba-SP, Krona/Joinville-SC, Atlântico Erechim-RS, Guarapuava-PR, Minas-MG entre outras. 
A disputa pelo titulo da competição promete ser bastante equilibrada, uma vez que estão confirmadas 6 equipes da Liga Nacional. O Jaraguá Futsal é um dos maiores campeões da Taça Brasil de Futsal, venceu a competição por 6 anos consecutivos, 2003 a 2008 e agora tem a chance de buscar mais um titulo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

PREPARADOR FÍSICO COM PASSAGENS POR EQUIPES DE SC FALA SOBRE AS DIFICULDADES PARA AS EQUIPES QUE NÃO DISPUTAM A LIGA FUTSAL

Por Gustavo Teixeira: preparador físico do Florianópolis Futsal 

A Divisão Especial de Santa Catarina hoje se caracteriza no papel por um dos mais fortes campeonatos de futsal do pais, por ter o maior numero de equipes representando o estado na Liga Nacional de Futsal, ao todo são 6 (seis) equipes, Jaraguá Futsal, Krona Joinville, Concórdia Futsal, Blumenau Futsal, Floripa Futsal e Unisul Tubarão. Em 2015 teremos as equipes de Xaxim, Chapecó e Joaçaba (estas confirmadas até então), faria nossa competição ter apenas 9 equipes na principal divisão. 
Um dos principais motivos da falta de interesse em outras equipes em participar da divisão especial é o pouco apoio das empresas, isto acaba fazendo com que tenham pouco investimento e consequentemente um elenco reduzido e pouco capaz de fazer frente às grandes equipes do estado que disputam a Liga Nacional. O fato de trabalhar com poucos atletas acaba causando uma sobrecarga de trabalho o que pode acarretar em lesões o que complicaria mais ainda a temporada destas equipes, normalmente as equipes da liga trabalham com 15, 18 adultos mais alguns atletas da base, estas equipes menores, trabalham em média com 10, 12, no máximo 15 atletas isso já contando com atletas juvenis. 
No ano de 2014 trabalhei na equipe do Caça e Tiro de Lages, primeiro semestre tínhamos 14 atletas, sendo 3 goleiros e 1 juvenil, nos apresentamos depois das demais equipes, tivemos poucos dias de pré temporada, poucos amistosos, o que dificultou um pouco o inicio da temporada, não fizemos uma boa Divisão Especial, o que colocou o trabalho da comissão técnica sobre avaliação, foram algumas lesões e o trabalho feito a longo prazo não surtiu efeito, para o segundo semestre, após uma reformulação, ficamos com 10 atletas de linha e 3 goleiros, mudei o sistema de trabalho, focando mais em potencia, resistência e força, como os atletas já vinham de uma carga de jogos e trabalho, pude fazer isso em uma inter temporada, mas qualquer lesão poderia acabar com o treino devido ao pequeno numero de atletas, trabalhamos muito propriocepção e treinos de core, para reduzir as chances de lesões. 
Os resultados melhoraram significantemente e acabamos por conquistar um titulo importante que foi a Taça Santa Catarina, competição esta que foi formada pelas equipes que não disputaram a Liga Nacional. Isso foi um breve resumo da temporada em uma equipe que não joga liga nacional. Dentre as maiores dificuldades na parte física, cito o curto espaço entre pré-temporada e competições, o numero reduzido de atletas faz com que tenhamos uma preocupação maior com a sobre carga de trabalho. Como dicas, sugiro a quem trabalha nestas equipes, trabalhe muito core (estabilização da musculatura), propriocepção (reforço das articulações em membros inferiores) e a borrachinha também é importante para fortalecimento da musculatura. 

Se possível, durante a temporada o período de folga após os jogos deverá ser de 48 horas, isso ajuda muito na preparação. Os principais obstáculos encontrados é a busca pelo resultado imediato (fruto da cultura vinda do futebol), o que pode causar lesões e acabar por prejudicar o trabalho no restante da temporada. Para finalizar, o trabalho em conjunto da comissão técnica e departamento médico é essencial para o desenvolvimento da equipe na temporada, recuperação de pequenas lesões em curto prazo, recuperação ativa na fisioterapia, trabalho conjunto da parte física com a fisio,tudo isso é de grande valia para equipe que durante o ano fará no mínimo 50 jogos. 

Fico por aqui e agradeço ao Mauro pelo espaço cedido. 
Desejo a todos um ótimo 2015 que seja de muito sucesso. 
Grande abraço.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

PREPARADOR FÍSICO BRASILEIRO FALA SOBRE O FUTSAL RUSSO E AS DIFERENÇAS NOS TREINAMENTOS E JOGOS.

Por David Cardoso: preparador físico da equipe russa de futsal Gazprom-Yugra 

O futsal na Rússia vem se desenvolvendo nos últimos anos, confirmando os últimos resultados que a seleção russa vem conquistando nos campeonatos oficiais feitos pela FIFA. O campeonato russo hoje esta, com certeza, entre os melhores campeonatos do mundo, pois nele estão grande jogadores, referenciados e que representam suas seleções. Por aqui hoje atuam jogadores brasileiros, iranianos, espanhóis, ucranianos entre outros. Os atletas russos possuem boas qualidades técnicas e se desenvolveram muito devido a elevada qualidade do campeonato. 
Quase todos os jogos são transmitidos pela internet, o que ajuda ainda mais a divulgar o esporte e seus participantes. O campeonato é muito competitivo e no mínimo 5 ou 6 equipes estão aptas a serem campeãs. Algumas equipes contam somente com atletas russos, o que possibilita o desenvolvimento das categorias de base e revelação de atletas. Por aqui no futsal, por mais estranho que pareça, a medicina esportiva anda um pouco atrasada e os treinamento precisam de atualização, ainda existem alguns tabus a serem quebrados e novas idéias precisam ser colocadas em prática. 

A comissão técnica da minha equipe, Gazprom-Ugra é composta por alguns brasileiros o que facilitou a adaptação e a execução do trabalho por mim planejado. Claro que com todas as diferenças culturais, climáticas tive que adaptar o trabalho, aprender e reinventar muitas das ferramentas que utilizava, além de conquistar a confiança dos atletas. Continuo realizando boa parte das tarefas que fazia nas outras equipes que trabalhei no Brasil, com algumas adaptações, mas boa parte foi bem aceita pelos jogadores e por consequência no resultados individuais e coletivos da equipe. 
Controles como a frequência cardíaca das sessões de treinamento; valores de glicemia, escala de esforço, avaliações físicas das principais características físicas são algumas das ferramentas utilizadas. São realizados relatórios sobre as principais variáveis físicas dos atletas de forma individual, além das estatísticas dos jogos. Na primeira temporada em que me mudei para Moscou, fomos vice-campeões da Superliga Russa e Copa da Rússia, além de um terceiro lugar na Copa Eremenko (campeonato euro-asiático) realizado pela primeira vez no Cazaquistão, com equipes que não atuavam na UEFA (exceção do atual campeão, o Kairat). 

Estou em minha segunda temporada e esperamos alcançar melhores resultados. Tenho procurado com as mudanças e as particularidades que este campeonato possui, evoluir e especificar ainda mais o trabalho; o controle sobre as cargas e por consequência a diminuição das lesões se tornam essenciais. Na Rússia se jogam 50 minutos (2 tempos de 25 ), ao contrário de praticamente todos campeonatos do mundo. Isso modifica algumas características do treinamento e por consequência o planejamento da execução das capacidades motoras. O campeonato possui turno e returno (com dois dias seguidos de jogos) seguido pelo playoff feito em melhor de 5 jogos. 
A temporada é longa e muito dura, a exigência é grande e por vezes cruel. Além de todos estes fatores citados anteriormente, as viagens pela dimensão do pais são longas, além das diferenças de fuso horário que existem, o que torna ainda mais difícil a programação de treinos, alimentação e repouso nas estadias. Uma curiosidade que as pessoas sempre tem é com relação ao frio e como o trabalho se realiza. Em praticamente todos os ginásios existe calefação, que esquenta o ambiente e por isso a temperatura se torna agradável e apta a prática da modalidade, não é necessário realizar nenhuma atividade extra para que os atletas possam exercer suas atividades. 

Mais do que desenvolver nos atletas o máximo de suas características, hoje vejo que a área da preparação física deve procurar ao máximo se abastecer de informações que os controles nos proporcionam, ou seja, todos os profissionais devem se cercar dos vários fatores que podem favorecer a diminuição de lesões e facilitar o desenvolvimento de capacidades em déficit. Trabalhos que visam o equilíbrio do corpo como um todo são essenciais; além das avaliações físicas, hoje deve se ter uma visão global de todo organismo do atleta, realizando atividades que desenvolvam de forma integrada todas as qualidades físicas. Controle sobre os músculos, sobre a parte neural, além do equilíbrio e deslocamento devem ser a base de todo o treinamento.

SAI CHULÉ!!! CUIDADOS PARA PREVENIR O MAU CHEIRO NOS PÉS DE QUEM PRATICA ATIVIDADES FÍSICAS

Fonte: globoesporte.com/euatleta 

O chulé ou mau cheiro nos pés de quem pratica esporte tem uma solução. O Eu Atleta no SporTV ouviu a dermatologista Roberta Teixeira para tirar as dúvidas sobre esse problema que atinge muitos atletas. O odor ruim representa uma transpiração excessiva nos pés, que pode estar associada a uma condição infecciosa também. - Algumas pessoas têm maior predisposição a isso. Têm vezes que não transpiram apenas nos pés, mas nas mãos também. Geralmente é mais comum em quem usa calçados mais fechados por longos períodos. 
O atleta pode sofrer com isso pelo tênis, umidade e calor no local - explicou a dermatologista. A médica afirma ainda que o chulé pode ser mais sério do que apenas a questão do odor por estar associado a doenças como a proliferação de fungos, como a micose. - Tem gente que chama de pé de atleta, porque fica aquele pé macerado, com escamação. Portanto, tem que procurar um médico para ver se necessita ou não de tratamento - disse. 

Roberta destaca que o cuidado principal de quem faz esporte deve ser com a higiene dos pés e também com as meias. - Lavar bem os pés, mantê-los bem secos, usar meia sempre de algodão, ter cuidado com a lavagem delas e não repeti-las. O ideal é sempre ter dois pares para intercalar e não usar sempre o mesmo - frisou. Se estiver treinando ou numa prova e começar a chover, não tem jeito. Quando terminar a sua atividade física, é bom secar o pé corretamente. 
O uso de talco é importante também. - Ele tem uma ação bactericida e retém a umidade. Existem pessoas que têm esse odor excessivo geneticamente ou por doença endócrina e diabetes. Se você começou a ter chulé, é melhor pesquisar porque isso mudou. Procure uma ajuda médica - encerrou.

PEGUE LEVE NOS PRIMEIROS TREINOS DO ANO PARA NÃO "FERVER" O ORGANISMO

Por Gustavo Luz 

O ano começou e a tendência é que a temperatura média das próximas semanas continue alta. Independentemente das preferências pessoais por distâncias e ritmos, alguns ajustes e estratégias podem alavancar a sua performance. O corpo humano é uma máquina de calor: aproximadamente 70% de toda a energia gasta na sua corrida em dias quentes é destinada a manter a temperatura interna do corpo estável. Ou seja, você literalmente gasta energia para não ferver. Isso mesmo, apenas 30% do total da energia gasta com a corrida te leva do ponto de largada ao ponto de chegada. 
E isso nos dá uma noção da importância de manter o corpo apto a se resfriar, alguns ajustes nos próximos treinos podem tornar essa transição para os dias mais quentes um pouco mais suave para os corredores. Na prática, você pode ajudar o seu corpo nessa tarefa bebendo mais água nos treinos, colocando algumas caminhadas na sua corrida, aumentando o intervalo entre as séries de velocidade (os “tiros”), fracionando os treinos mais longos com pequenos intervalos a cada quinze ou vinte minutos (intervalo de tempo suficiente para beber água e repor as energias sem pressa), e antecipando em alguns minutos a reposição energética (com gel, bebidas esportivas ou que preferir). 
Essas estratégias têm o objetivo de deixar o seu treino menos intenso e mais confortável. Ser mais conservador nessa transição para o verão não vai fazer com que você perca condicionamento, pelo contrário, ajudará o seu corpo na adaptação às mudanças de temperatura de uma forma mais saudável e menos desgastante. Aos poucos o seu ritmo confortável vai ficando mais eficiente e você vai calibrando os seus treinos mais intensos.